UFSM e Cotrirosa firmam acordo: impulsionando a piscicultura no RS
UFSM firma acordo com a Cotrirosa para estudar o desenvolvimento da piscicultura no Rio Grande do Sul, trazendo tecnologias e apoio direto a criadores de peixes e demais animais de criação.
UFSM firma acordo com a Cotrirosa para estudar o desenvolvimento da piscicultura no Rio Grande do Sul e abre um novo capítulo para quem produz peixes, aves, coelhos e até abelhas no estado. A parceria entre a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Cooperativa de Trigo e Rodeios (Cotrirosa) tem como objetivo gerar pesquisas aplicáveis, capacitar produtores e criar linhas de financiamento que atendam às necessidades diárias dos criadores.
O que traz o acordo para a piscicultura no Rio Grande do Sul
O acordo estabelece três pilares fundamentais:
- Pesquisa de alto nível: equipes da UFSM vão investigar genética de alevinos, manejo sustentável e sistemas de recirculação de água (RAS), tudo adaptado ao clima e às espécies mais valorizadas no sul, como pintado, tilápia e tucunaré.
- Capacitação prática: a Cotrirosa irá organizar oficinas, webinars e visitas técnicas em fazendas modelo. Os produtores receberão material didático gratuito e acesso a consultorias personalizadas.
- Financiamento e apoio logístico: linhas de crédito especiais serão disponibilizadas, com juros reduzidos e garantias simplificadas, facilitando a compra de tanques, aeração e equipamentos de monitoramento.
Para quem já cria peixes, isso significa menos dúvidas na escolha de alevinos, maior taxa de sobrevida e, consequentemente, mais lucro. Para iniciantes, o caminho fica mais claro, já que a universidade oferece protocolos passo‑a‑passo que evitam erros comuns.
Impactos práticos do acordo UFSM e Cotrirosa na sua produção de peixes
Veja como aplicar os resultados da parceria no dia a dia da sua granja:
- Seleção genética inteligente: a UFSM disponibilizará catálogos de linhas genéticas com desempenho comprovado em temperatura média de 22°C a 28°C, característica da região sul. Use esses catálogos para comprar alevinos de alta conversão alimentar.
- Sistema de recirculação (RAS) simplificado: novos módulos de filtragem biológica, desenvolvidos em laboratórios da UFSM, podem ser instalados em tanques de 1.000 a 5.000 litros. Eles reduzem a necessidade de reposição de água em até 90%.
- Monitoramento remoto: a Cotrirosa está testando sensores de pH, oxigênio dissolvido e temperatura ligados a aplicativos de celular. Assim, o criador recebe alertas em tempo real e pode corrigir parâmetros antes que a mortalidade aumente.
- Alimentação balanceada: estudos apontam a combinação ideal de ração comercial e suplementação vegetal (milho, farelo de arroz) para cortar custos em até 15% sem perder o ganho de peso.
Como produtores podem se beneficiar e acessar recursos
Para aproveitar ao máximo o acordo, siga este checklist:
- Cadastre-se na Cotrirosa: visite o site da cooperativa e preencha o formulário de associação. O registro já inclui acesso a uma biblioteca virtual com as publicações da UFSM.
- Participe das oficinas: a agenda mensal será divulgada nas redes sociais da Cotrirosa. Prioridade de vagas vai para associados com mais de 1 ano de atividade.
- Solicite a linha de crédito: leve a um dos consultores da Cotrirosa a documentação da sua propriedade (registro de imóvel, plano de manejo) e o projeto de investimento. O prazo para liberação costuma ser de 30 a 45 dias.
- Implementação piloto: a UFSM oferece kits de teste gratuitos (sensores, mini‑tanques) para os 20 primeiros produtores que apresentarem um plano de expansão.
Mercado e demanda: oportunidades para quem cria peixes e outros animais
O consumo de peixe no Brasil cresceu 12% nos últimos três anos, impulsionado por dietas mais saudáveis e por campanhas de redução de carne vermelha. No Rio Grande do Sul, a demanda por peixe fresco e filé de tilápia é particularmente forte nas regiões metropolitanas de Porto Alegre e Caxias do Sul.
Além dos peixes, a parceria UFSM‑Cotrirosa cria sinergias com outros setores de produção animal:
- Avicultura e codornicultura: a mesma água tratada nos sistemas RAS pode ser reutilizada para irrigar pastos e bebedouros de aves, reduzindo o consumo hídrico em até 25%.
- Coelhos e caprinos: resíduos orgânicos dos tanques (excesso de peixe) são excelentes fontes de proteína para a ração desses animais, fechando o ciclo de sustentabilidade.
- Apicultura: a água limpa e a vegetação ao redor dos tanques atraem abelhas, que ajudam na polinização de plantações próximas e aumentam a produção de mel.
Ao integrar a piscicultura com outras criações, o produtor diversifica a fonte de receita e diminui riscos climáticos.
FAQ – Perguntas Frequentes
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